Antes de discorremos sobre Capoeira Tradicional no território brasileiro, nos valemos, de honrosamente destacar que, nossa associação de capoeira, parte da linhagem do saudoso Mestre Paizinho (Teodoro Ramos), discípulo de Mestre Nene (ex-escravo de etnia africana), ambos da região baiana. De forma que, nosso Grão- Mestre Artur Emídio de Oliveira, antes de agregar a Luta Livre, a seu estilo de jogar a Capoeira. Praticou a Capoeira Tradicional, por oito anos, até que o Mestre Paizinho, vem a falecer em 1946, quando Artur Emídio completava 15 anos de idade.
Logo, até 1946, seu estilo de jogar a Capoeira era “tradicional” (ou contemporânea de sua época), pois, entre outras linhagens, o estilo de Mestre Paizinho, era um dos mais próximos de como os negros escravos lutavam, entre outros, o Mestre Nene.
Agora! Ser “tradicional”, não quer dizer necessariamente fazer um sincretismo com rituais religiosos de matriz africana, como a necromancia e louvação a orixás. Até porque, estamos falando de uma luta, e é sabido que a etnia africana, é formada por povos de línguas e culturas diferentes. Por exemplo, para a região baiana, foram destinados negros africanos: Sudaneses (entre eles, os iorubas, os gegês e os fanti-ashantis); e guinenos-sudaneses muçulmanos (entre eles, os fulas, os mandinga, os haussas e os tapas). Dessa forma, vale ressaltar que, em cada canto da terra a luta surgia, se adaptando as condições e costumes locais aos quais se rendia para poder sobreviver e continuar seu inexóral destino.
Isso porque, no começo da história humana, os homens primitivos, a semelhança dos animais, também “brincavam” de lutar como até hoje fazem os filhotes dos felinos, por exemplo. E veja que, além do componente lúdico, existia também um aprendizado imprescindível, à “SOBREVIVÊNCIA”, onde os mestres, eram aqueles que os haviam gerado. Portanto, não há dúvidas que a “luta”, é o mais antigo desporto e, especificamente a “Luta Livre” a mãe de todas as outras modalidades de combate corporal. E a prática da capoeira começa assim, na época que o Brasil ainda era colônia de Portugal.
Tendo em vista um pouco da cultura regional baiana, está claro e evidente que há uma diversificação tanto no expressar religioso, quanto no estilo de luta corporal. De forma que, quando a luta regional baiana surgiu, como divisor de águas, já existia uma tradição consolidada na Capoeira, não só na Bahia, mas principalmente nas rodas de Rua do Rio de Janeiro.
Vale ressaltar aqui, um capoeirista de grande destaque entre os que defendiam a escola tradicional, e que, mesmo não fazendo parte da nossa linhagem, merece o destaque: Mestre Waldemar da Liberdade, falecido em 1990.
Veja bem, em 1940, Mestre Waldemar, já conduzia a roda de capoeira, que viria a ser o mais importante ponto de encontro dos capoeiristas de Salvador, aos domingos, na Liberdade.
Infelizmente, na sua velhice não teve o reconhecimento que merecia, e não foram muitos os capoeiristas mais jovens, que tiveram a honra de conhecê-lo e ouvi-lo contar suas histórias.
Vale ressaltar aqui, um capoeirista de grande destaque entre os que defendiam a escola tradicional, e que, mesmo não fazendo parte da nossa linhagem, merece o destaque: Mestre Waldemar da Liberdade, falecido em 1990.
Veja bem, em 1940, Mestre Waldemar, já conduzia a roda de capoeira, que viria a ser o mais importante ponto de encontro dos capoeiristas de Salvador, aos domingos, na Liberdade.
Infelizmente, na sua velhice não teve o reconhecimento que merecia, e não foram muitos os capoeiristas mais jovens, que tiveram a honra de conhecê-lo e ouvi-lo contar suas histórias.
A expressão Capoeira Angola ou de Angola, somente surgiu após a criação da Regional, com o objetivo de se estabelecer uma designação diferente entre esta e a capoeira tradicional, já amplamente difundida. Até então não se fazia necessário à diferenciação, e o jogo se chamava simplesmente “Capoeira” na Bahia.
Após o surgimento da “Regional”, portanto, iniciou-se uma polarização na capoeira baiana, opondo ANGOLEIROS e discípulos de Mestre Bimba. E a cisão ficou mais intensa a partir da fundação em 1941, do Centro Esportivo de Capoeira Angola, em Salvador, sob a liderança daquele que é reconhecido como o mais importante representante desta escola, o saudoso Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha – 1889-1931).
Sendo uma prática comum no cotidiano dos anos 30, a capoeira não exigia de seus praticantes nenhuma INDUMENTÁRIA especial. O praticante entrava no jogo calçado e com o roupa do dia a dia.
Nas rodas mais tradicionais, aos domingos, alguns dos capoeiristas mais destacados, faziam questão de se apresentar trajando refinados ternos de linho branco, como era comum até meados deste século.
Além disso, é importante observar que tradicionalmente o ensino da antiga capoeira, ocorria de maneira vivencial, isto é, de forma espontânea, sem qualquer preocupação metodológica.
Os mais novos aprendiam com os mais experimentados diretamente com a participação na roda, ou seja, o aprendizado informal, nas cidades brasileiras, predominou até meados da década de 50.
Atualmente a maior parte dos capoeiristas refere-se à capoeira Tradicional, como uma das formas de se jogar capoeira, e não propriamente como um estilo metodizado de capoeira. Mas, é importante lembrar que a velocidade e outras características do “jogo da capoeira”, estão diretamente relacionados com o tipo de “toque” executado pelo berimbau.
Veja um entendimento errado, que é propagado nos dias de hoje: entre vários toques, existe aquele denominado “toque de angola”, que tem a característica de ser lento e compassado. Dessa forma, “jogar angola” consiste, na maioria dos casos, em “jogar capoeira ao som do toque de angola”.
O que quer dizer: que caracteriza-se por uma grande utilização das mãos como apoio no chão, e pela execução de golpes de pouca eficiência combativa, mais baixos e mais lentos, realizados com um maior efeito estético pela exploração do equilíbrio e da flexibilidade do capoeirista.
Isso é o que a maioria das Associações de Capoeira do Brasil, realizam em suas rodas, ou seja, tem o hábito de dedicar algum tempo ao jogo de Angola!
No entanto, estamos vivendo, há alguns anos, uma intensa preocupação de recuperação do saber ancestral da capoeira da região baiana, assim como da capoeiragem do Rio de Janeiro. Através do contato com os velhos mestres. No intuito de preservar suas raízes históricas.
Após o surgimento da “Regional”, portanto, iniciou-se uma polarização na capoeira baiana, opondo ANGOLEIROS e discípulos de Mestre Bimba. E a cisão ficou mais intensa a partir da fundação em 1941, do Centro Esportivo de Capoeira Angola, em Salvador, sob a liderança daquele que é reconhecido como o mais importante representante desta escola, o saudoso Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha – 1889-1931).
Sendo uma prática comum no cotidiano dos anos 30, a capoeira não exigia de seus praticantes nenhuma INDUMENTÁRIA especial. O praticante entrava no jogo calçado e com o roupa do dia a dia.
Nas rodas mais tradicionais, aos domingos, alguns dos capoeiristas mais destacados, faziam questão de se apresentar trajando refinados ternos de linho branco, como era comum até meados deste século.
Além disso, é importante observar que tradicionalmente o ensino da antiga capoeira, ocorria de maneira vivencial, isto é, de forma espontânea, sem qualquer preocupação metodológica.
Os mais novos aprendiam com os mais experimentados diretamente com a participação na roda, ou seja, o aprendizado informal, nas cidades brasileiras, predominou até meados da década de 50.
Atualmente a maior parte dos capoeiristas refere-se à capoeira Tradicional, como uma das formas de se jogar capoeira, e não propriamente como um estilo metodizado de capoeira. Mas, é importante lembrar que a velocidade e outras características do “jogo da capoeira”, estão diretamente relacionados com o tipo de “toque” executado pelo berimbau.
Veja um entendimento errado, que é propagado nos dias de hoje: entre vários toques, existe aquele denominado “toque de angola”, que tem a característica de ser lento e compassado. Dessa forma, “jogar angola” consiste, na maioria dos casos, em “jogar capoeira ao som do toque de angola”.
O que quer dizer: que caracteriza-se por uma grande utilização das mãos como apoio no chão, e pela execução de golpes de pouca eficiência combativa, mais baixos e mais lentos, realizados com um maior efeito estético pela exploração do equilíbrio e da flexibilidade do capoeirista.
Isso é o que a maioria das Associações de Capoeira do Brasil, realizam em suas rodas, ou seja, tem o hábito de dedicar algum tempo ao jogo de Angola!
No entanto, estamos vivendo, há alguns anos, uma intensa preocupação de recuperação do saber ancestral da capoeira da região baiana, assim como da capoeiragem do Rio de Janeiro. Através do contato com os velhos mestres. No intuito de preservar suas raízes históricas.
Agora, veja algumas das mais relevantes características da capoeira tradicional:
- A continuidade de jogo, em que os capoeiristas procuram explorar ao máximo a movimentação, evitando interrupção na dinâmica do jogo;
- A importância das esquivas em que os capoeiristas evitam ao máximo o bloqueio dos movimentos do oponente, procurando trabalhar dentro dos golpes, aproveitando-se dos desequilíbrios e falhas na guarda do outro;
- A capacidade de improvisação típica dos angoleiros, que sabiam que os golpes e outras técnicas treinadas no dia a dia são em ponto de partida para a luta, mas precisam sempre ser moldadas rápida e criativamente à situação do momento.
- A valorização do ritual, que contém um enorme universo de informações sobre o passado de nossa arte-luta e que consiste em um grande patrimônio cultural.
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